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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uma reflexão hihi :x

   Enfadonho... Acordar cedo, tomar duche, comer, lavar os dentes e sair para a escola. Tudo isto e talvez algo mais pela manhã ao acordar. Um pouco cansativo não acham?
   Tudo cronometrado... Escolher a roupa, o que comer, são escolhas previamente definidas. Segundas, terças e sextas, cereais. Quartas e quintas um pequeno-almoço mais elaborado.
   A vida... Cheia de atropelos, de amigos, inimigos, toda a espécie de escumalha e repleta de problemas.
   Esta monotonia não me levará a nada. Contextualizar o que não pode ser contextualizado a nada me levará. Mas então, porque escrevo? Porque continuo a acreditar que este texto mudará alguma coisa? Eu digo-vos. Escrever, faz-nos reflectir. Por vezes, até demais. Permite-nos pensar que questões anteriormente corretas se tornem erradas.
   Sentimentos, como podem ser dolorosos. Mas também podem fazer-nos sentir felicidade. Mas qual a diferença entre felicidade e infelicidade? Será que existe alguma receita para ser-mos totalmente felizes? A meu parecer, não. Com o correr dos dias tudo parece mais amargo, mais doloroso e cada vez menos suportável.

   Dias que começam com um bom humor matinal, tornam-se em horas de dissabores.
   A complexidade do ser humano, torna cada vez mais dificil a sua compreenção.
   Tanto divaguei para agora compreender que tudo o que escrevi mostra o quanto cresci. A nossa complexidade não passa de uma ilusão, transparentes como a água é o que eu digo.
   Podemos transbordar qualquer emoção sem nunca saber como realmente aconteceu.
   A adolescência, a fase da vida em que me encontro, leva-me a lugares que nunca pensei encontrar. Tão difícil de dizer e sem saber como explicar, quero gritar ao mundo o que sinto. Quero gritar ao mundo o mais alto que a minha voz alcance. Mostar o que sinto sem ter medo das consequências.
  E com isto quase uma folha e ainda não me calei. É triste o tão pouco que tenho para dizer. Mas talvez não seja o que dizer, mas talvez seja a minha expressividade. Nesse aspecto sou muito mau. Queria apenas um "amo-te" retribuído. Asseguro-vos que faria de mim o homem ou rapaz, como queiram chamar-me, mais feliz deste mundo.

  Depois de escrita esta reflexão, está na hora de eu partir. Aqui deixo os meus pensamentos, para que alguém veja o mundo pelos meus olhos. Portanto, este será o ponto final do texto, mas não da minha vida.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Carta ao pai

Carta ao pai:

    Dezanove de  Março, um dia que ficará marcado para sempre na minha memória. Todos os anos eram dias tristes. Trabalhar em prendas para no fim terminarem no lixo.
    Nunca estiveste presente... Mas esta culpa não é só tua. Abandonaste-me, mas suponho que estava escrito assim. Filho de vós, gente da classe média, numa me faltaram bens materiais. Mas nem a minha "mãe", aquela que me trouxe ao mundo me deu amor. Amor de mãe, um amor incondicional, um amor cego, o tal sentimento que me ajudaria a ultrapassar todos e quaisquer obstáculos.
    Dizendo que pais são quem "cria", considero-me órfão. Conheci a amargura, a tristeza e a solidão. Cresci sozinho, tornei-me autónomo e independente. Amadureci e cresci rapidamente e a criança que devia ter sido outrora não existiu.
    Em tempos, nos que a maturidade era pouca, odiei-vos, admito. Não que me orgulhe dessa atitude. Mas agora mais maduro, agradeço-vos do fundo do coração. Toda a vossa indiferença fez de mim quem sou hoje. Um ser humano respeitado mas também um inocente que sofreu à mão de dois seres magoados pela infância árdua.
    Mas no topo de todas as magoas, vem o perdão. Tal como vocês, errei, não possuindo valores nem moral para julgar. O que me resta, então, perdoar? Odiar-vos talvez, mas não é solução. Para vidas amarguradas já bastam as vossas, para além de não querer ser mais um. Um dos que sucumbiu à tristeza da vida.