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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Negligência


Decidi falar sobre este tema porque é algo que acho importante e que ocorre demasiadas vezes para a importância que a sociedade atribui. Negligência é normalmente referido, na minha opinião, como o ato de deixar ao abandono, de falta de aplicação sobre uma determinada tarefa ou situação. Apesar do termo poder ser empregue em várias situações, gostaria de salienta-lo quando este diz respeito à integridade física, psicológica e ao cariz de desenvolvimento natural do ser humano.
Quando oiço falar em negligência, recordo a terceira idade e jovens. Infelizmente, crianças e idosos são deixados diariamente em hospitais porque as famílias não têm como cuidar de alguém em tais faixas etárias. Ou simplesmente porque não querem tal responsabilidade.
Hoje em dia com a recessão económica que vivemos torna-se responsável pelo aumento destes problemas. No entanto, acho que é nosso dever não faltar às nossas responsabilidades. A própria sociedade impõe-nos valores de natureza tal que abandonar alguém é crime.
Apesar de ser um ato com o qual não estou de acordo, temos de ter em conta vários detalhes! Tais como: Posses monetárias, estabilidade, etc.
O fato do sistema jurídico não ter leis capazes de proteger os seniores é algo que me provoca alguma tristeza. Parece ser necessário chegar ao leito da morte para que a sociedade deixe de importar-se. Acho incrível a falta de consideração que a sociedade tem pela geração mais antiga. A meu ver, podiam ser tomadas medidas pelos governos mundiais. Tais como: criação de leis, programas e associações, no fundo, órgãos capazes de zelar pelos idosos.
O mesmo não pode ser dito pelas crianças, os governos preocupam-se com a geração futura e promovem a sua proteção.
No fundo, é tudo um pouco de hipocrisia. A sociedade protege o futuro, mas não se interessa pelo passado que foi a causa do presente e do futuro. 
Quero, com este texto, mostrar a necessidade existente para um alerta global a este género de problemas. É fundamental que as pessoas sejam advertidas, e estejam cientes da sociedade em que vivem. É fulcral que parta de cada um de nós a sapiência necessária para não abandonar um jovem ou um idoso. São as faixas etárias mais frágeis e é a nossa missão, o nosso dever protegê-las. Negligenciar um ser humano, não é brincadeira, e devemos pensar e refletir sobre as nossas atitudes. Já dizia o provérbio popular “ não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti”. Peço que se coloquem no lugar da pessoa que estão ou vão magoar. É de facto importante.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Atitude vadia

No crepúsculo, de um dia chuvoso num inverno particularmente rigoroso, frequentava as escuras e pecaminosas vielas de Lisboa. Concluíra o meu trabalho na fundição. Necessitava algum tempo sozinho, pôr a cabeça em ordem, para conseguir voltar a casa: tinha sido uma semana invulgarmente perturbadora. Assim, muitas horas passaram...
A noite inevitavelmente chegou, trazendo consigo uma calma controvérsia. Passava da meia-noite, a lua reluzia com todo o seu esplendor, eu por outro lado não findava a minha busca, imergindo na escuridão. As estrelas guiavam-me e a lua fazia-me companhia. Contudo, sentia-me só, mas não abandonado: sabia que alguém se preocupava com a minha existência, no entanto, o orgulho impedia-me de pedir ajuda. Continuava a avançar sem ter em vista o regresso...
Enquanto caminhava deparei-me com o rio, que banha a cidade, foi então que finalmente pude ver o meu reflexo! Nesse momento senti um aperto no coração, um nó no estômago; as lágrimas a surgirem nos olhos, os pulmões sem ar. Uma asfixia total. A boca só queria gritar, pois foi nesse momento que ficara lúcido, ciente da realidade, mas com toda a dor, nenhum som produziu.
Quando a primeira de muitas lágrimas desceu pela face, recordo o som de choro que produzi. Foi alto, intenso e melancólico, no entanto simples de entender: O choro proveio de atitudes mal pensadas, de um carácter longe de ser respeitável, de mágoas passadas e feridas abertas. Já mais calmo, depois de seca a face, voltei a contemplar o meu reflexo. O nó no estômago voltou, no entanto não foi dor. Foi repulsa.
Mas com ou sem vergonha, repulsa, dor, mágoa ou tristeza, ainda não conseguia decidir o retorno a casa; o orgulho ainda falava mais alto, tal como a fome que surgira num pensamento fugaz: não comia nada desde o almoço. Sendo tão tarde, não existiam estabelecimentos abertos capazes de me servir uma guarnição. Foi então que decidi encontrar um local confortável para pernoitar. Não tardei muito a decidir-me por um banco de jardim maciço, duro, áspero, húmido e frio pois começava a cair em fraqueza. Não tardei em adormecer.
Mas nem nos sonhos conseguia paz, a consciência pesada perseguia-me! Do mesmo modo que adormeci rapidamente, também assim acordei. Estava simplesmente inquieto.
O sol não tardava em nascer e trazia consigo a primeira claridade, a abertura de alguns estabelecimentos, o o desaparecimento da noite e a seca do chão ainda húmido do dia anterior. Este não causou apenas mudanças no ambiente, trouxe-me esperança.
A fome tinha incrementado, daí, entrei no primeiro café que vi, pedindo o habitual: um café e um croissant de chocolate. Retornado já à rua, sem fome, pude retomar os meus pensamentos.

                     *********************  Não está terminado  ********************** 

sábado, 15 de dezembro de 2012

As Estações do Ano

Enfim compreendo que espero em vão..
Num Outono já frio, num banco de jardim, espero que apareças. As horas passam. O dia transforma-se em noite. O vento ergue-se para mostrar dominância. A vida do parque vai adormecendo lentamente. O aglomerado de pessoas diminui, acabando por deixar-me sozinho.
Embora sozinho, encontro-me com a vida adormecida do local. A temperatura diminui, o corpo fica trémulo apesar do coração continuar ardente.

Relembrando o passado, que não é muito distante do presente, surge na minha memória o instante em que as nossas vidas cruzaram...
Foi no Verão. Mas não um Verão qualquer. Foi um verão especialmente quente, sem chuva. Onde o Sol raiou com um brilho ofuscante. Em que o céu foi sempre azul e as nuvens incessantemente brancas.
Apesar do clima, o que mais recordo é a cidade. Nas veias de Lisboa circulou um trânsito monstruoso idêntico à adrenalina que percorria as minhas artérias. A cidade tinha mais vida que o normal. As pessoas pareciam mais energéticas e atarefadas como se a brisa do mar as inspirasse. Todavia, o centro da cidade estava impossível. Bombeava pessoas para todos os lados como um coração. Foi nesse Coração que falamos pela primeira vez. Apesar do calor já existente senti que a temperatura, tal como a tensão aumentaram.
Parece que uma troca de olhares pode ter efeitos extraordinários. Vivemos no mesmo mundo, no mesmo continente, no mesmo pais, na mesma cidade, no mesmo bairro, frequentamos a mesma escola e nunca trocámos um som. Aquele momento no coração da cidade, na multidão... É algo que nunca esquecerei.
O tempo passou, a nossa relação modificou-se, direi que "cresceu". Brotou como uma semente e floresceu no nosso amor.
Enfim, no curto espaço de tempo que tem a nossa relação passamos momentos inesquecíveis. Descrevo-os através das estações do ano. No principio era-mos uma Primavera em seguida tornamos-nos em Verão e por fim alcançamos o Outono.
Sempre pensei que transpuséssemos a estação em que as folhas caem e as plantas voltam à terra. Imaginei que o nosso fruto desse origem a uma árvore de folha persistente.

Revistas as lembranças, continuo à tua espera...
Subitamente o coração acelera. O corpo fica estanque. Oiço uma voz que enternece e descansa a consciência. Eras tu!
No final, tinha acertado. Sobrevivemos ao Outono. Apesar do frio e da chuva, o amor foi mais forte. Avançámos assim para um Inverno em que o frio não importou e a chuva não molhou.
Tenciono ficar contigo enquanto assim permitires. Não é uma despedida. É um recomeço.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Deus Existe?

Com a vida atarefada de um estudante, é por vezes difícil encontrar tempo para escrever. No entanto, quando as férias começam a imaginação regressa e o tempo flui rapidamente. Portanto quero pedir desculpa a todos os que seguem o que escrevo :)

  Desde a formação de comunidades que estas atribuíam a acontecimentos que não conseguiam explicar a um ou mais "Deuses", seres que possuíam as virtudes e defeitos do Homem, capazes de fazer milagres, o impossível. Portanto, o Clero revelava-se extremamente importante na antiguidade, pois conseguia "interpretar" a linguagem divina.
  Ao longo dos séculos formaram-se e desintegraram-se várias religiões, no entanto algumas permaneceram e estão atualmente difundidas por todo o mundo, tais como o cristianismo ou a religião protestante.
  O cristianismo moldou sociedades pois criou mentalidades e afirmou termos/conceitos que quebrou ao longo dos séculos, como por exemplo, guerras em nome de Cristo (Cruzadas), descriminações (caça ás bruxas) e a acumulou riqueza.
  Tais feitos vão contra os postulados afirmados pela igreja. Concluindo então que Deus nunca permitiria tais ações. Deste modo, a igreja corresponde a uma "máfia" aceite pela sociedade.
  Perguntemo-nos agora se Deus existe. Se existir, porque não parou as guerras?; Porque não impediu/ impede descriminações? Porque não retira o pecado do mundo?; Porque continua a existir fome no mundo?. Poderíamos continuar a questionar-nos a este respeito. No entanto estas interrogações devem ser suficientes.

  Sempre ouvi dizer que somos feitos à imagem de Deus  mas já alguém pensou que talvez Deus seja feito à nossa imagem?  Existem factos, acontecimentos que a ciência não consegue explicar.
  Não acredito no criador dos céus e do da terra porque existem demasiadas interrogações a seu respeito.
  Todavia, quando estamos mais necessitados ou precisamos de um motivo para viver, muitos vão buscar forças à Religião através da Fé e da crença em Deus.
  Ninguém pode responder corretamente à questão expressa no título porque não existe uma resposta certa. O que propomos são meras teorias que podem ser revogadas. Portanto, cabe ao leitor determinar com o seu pensamento a resposta que lhe parece mais acertada.

sábado, 20 de outubro de 2012

In the middle :'(

Por vezes apenas querermos chorar, desaparecer, provavelmente fugir, obviamente quando tal acontece, nada se realiza, o corpo fica trémulo, sem saber o que dizer ou fazer, agindo conforme a situação, nem sempre tomando as melhores decisões.
Ouve-se o que não quer, diz-se o que corre na mente, o que percorreu o coração, por vezes raiva, outras ódio, algumas amor.
Algures neste plano, encontro-me no meio, sinto a divisão de cada partícula que me constitui,. A alma torturada grita com o sofrimento e a dor.
O equilíbrio não existe quando três controlam um mundo. A divisão por partes iguais resulta numa ilusão. Se por Reis o mundo for governado, um dos três morrerá. A estrutura desse universo não permite a sua existência.
Mas o que acontece realmente ao terceiro Rei? Cai no esquecimento, ou opta por um dos irmãos. Contudo, tem esperanças de sobreviver, reestabelecer o equilíbrio que nunca será possível.
Os três têm "mão" na origem da estabilidade do universo sobre o qual falo. O que começou com um, rapidamente chegou aos 3, cresceu sem limites aparentes. No entanto, tudo tende para o caos, deste modo acabou por ruir, Apocalipsou.
Reestabelecer o equilíbrio, jamais será possível. Soluções? certamente existem. São as mais corretas?depende do ponto de vista de cada um.
Vivo num mundo semelhante, com pessoas diferentes, sinto-me uma versão de Romeu e Julieta. Sem casa, inseguro, mas com certezas. Talvez de uma perspectivas melhor, um sedentário que tornou-se nómada, um animal que migra com a estação do ano.
Não quero escolher, prefiro ser esquecido, deixado para trás. Não abandono amigos, muito menos irmãos, não faço distinções. Quero acrescentar apenas que a confiança perdida nunca é recuperada. O ser humano sabe perdoar, mas não esquecer.
Viver é algo que permite seguir em frente, permite avançar, continuar. A força de viver, é extraordinária.
Não vou pedir a "reunião", não vivo sem a sinceridade, portanto não sonharei com o impossível, não viverei uma ilusão, enfrentarei a dolorosa realidade.
Peço liberdade. Quero a liberdade deste fardo que é a divisão, não sinto culpa ou remorsos? Sinceramente, nego a consciência pesada, neste momento desconheço-me, apesar de poder afirmar veementemente que tenho dito o que penso, tenho sido honesto.
Será que continuará igual? Começo a duvidar... Quero apenas a amizade ainda mais forte que anteriormente, a simples e ao mesmo tempo complexa que existia.
Aconteça o que Ele quiser, digo que não lutarei pelo que estiver perdido. Se perdeu o rumo, foi porque nunca chegou a existir. Sofrerei, mas aprenderei a viver.
Como palavras finais, quero relembrar que em Portugal, as palavras não terminam com um fim, a amizade verdadeira não é algo efémero, esta não tem fim.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Irmãos

Este é daqueles momentos sentimentais, estou triste, estou completamente devastado, a amargura que me percorre no corpo e a mágoa que penetra da alma é avassaladora.

Amor de irmão é aquele inquebrável, pelo menos para mim. O que é um irmão? Um irmão é a pessoa que está sempre "lá", é a pessoa que nunca te abandona, não magoa, não faz sofrer, que diz as verdades quando mais ninguém o faz, um irmão é um melhor amigo.
Amigo é aquele que não trai, que não fala por trás, que defende quando mais ninguém o faz, e principalmente que nunca julga.
Irmão não precisa ser de sangue, porque por vezes são esses que mais prejudicam a nossa vida, um irmão tal como descrevo é o "melhor amigo", é a pessoa que vos reconhece numa multidão, da qual não consegues esconder um segredo, sabe quando mentes, conhece o melhor e o pior.
Para considerar alguém como um irmão, é simplesmente preencher esses requisitos. Posso dizer que tenho alguns, mas essas mesmas pessoas por vezes desiludem, fazem sentir-nos tristes, e sozinhos e completamente desolados.
Amo sem dúvida alguma os meus irmãos, por eles faço tudo, incluindo matar.
Neste momento, as pessoas mais importantes, são aquelas que estão mal, aquelas que eu não consigo ajudar, sinto-me inútil, literalmente uma "merda". Não tenho palavras para descrever a sensação, a destruição dos meus suportes apenas traz de volta à escuridão e a tenebrosidade do meu ser.
Quero apenas a tranquilidade, nada de guerras, violência gerará mais violência  até ao Apocalipse  tudo tende para a confusão, mas isso está errado, quero os meus irmão unidos. Já sem sentido, sem conseguir expressar o que sinto, quero apenas desaparecer, ou simplesmente sonhar. Sonhar que nada aconteceu e que o "equilíbrio" se mantém. 

sábado, 6 de outubro de 2012

Lógica

Penso que o vazio já passou. Se não passou, regressará, mesmo que tenha passado voltará, é um ciclo. Por vezes mais rápido, outras mais lento, depende apenas das circunstâncias. Eu, neste caso apenas poderei falar de mim, todos somos diferentes, vivemos todos uma vida diferente... Portanto, segundo a minha "vivência" a dor só tem tendencia para aumentar, tudo tem tendencia para aumentar, da mesma forma que tudo tende para atrair-se. Desse modo, apenas somos realemente felizes quando nascemos, porque não temos noção do que nos rodeia.
Sou feliz, mas apenas porque vejo os problemas como algo que não têm resposta, algo que regressa sempre. Tornei-me pragmático, ou é, ou não é.. Simples, não existem "e se..".
Ou tento com que essas afirmações passem pela cabeça, prefiro preto no branco, ou branco do preto.
Prefiro ver a verdade na mentira, e dia à noite, contudo são opiniões.
Tudo pode ser contestado, aprovado, contrariado, se possuirmos a "liberdade" para tal. Não podemos esquecer que a liberdade de um ser termina quando a de outro começa.
É lógico, quando pensamos sobre algo, portanto racional. Dúvido que alguém consiga contestar esta afirmação. O ser humano é dotado de pensamento, é um ser imperfeito, contudo que aspira a perfeição, é um ser lógico, por vezes irracional, tem medo do que não vê.
Mas o que é a "Lógica"? Lógica é o produto do nosso cérebro, são as razões fundamentais que ele arranja, desse modo, a lógica de cada um deve ser diferente, mesmo assim, são semelhantes. Este facto na minha opnião deve-se à educação dada ao ser, vivemos em comunidade, portanto, são-nos incutidos valores semelhantes porque são partilhados pela geração anterior.
Este pensamento que expus, não passa da minha extenção sobre mim próprio, sobre o que a minha lógica, pensa de lógica.
É simples, mas confuso, este pequeno aglomerado de frases, não passa de um texto para filosofia, o que não era suposto, mas com um tema destes também não é de esperar algo diferente.
Embora eu goste de diferença, de mudança, de algo que apimente a vida, também gosto de calma, gosto do sossego e muito descanço. Nos dias que correm, os únicos momentos em que não penso em nada, e estou totalmente abstraido, são os momentos em que durmo. Vai tudo embora. Eu por vezes gostava de não acordar, ou pelo menos ficar abstraido por mais uns momentos.
Os sonhos são como a minha segunda vida, o meu "outro mundo", no qual tudo é perfeito (ou quase). No qual eu posso fazer o que me apetecer, posso ser quem quiser, e ninguém verá...